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		<title>notas</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 04:33:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; sobre os últimos filmes assistidos: This is England (Shane Meadows, Inglaterra, 2006). É o segundo filme (o primeiro foi Sommers Town) que vejo do diretor, e já dá pra ter uma idéia do tipo de coisa que ele gosta de fazer. Em This is England há um enredo mais desenvolvido e dá menos a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=131&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; sobre os últimos filmes assistidos:</p>
<p><strong>This is England (Shane Meadows, Inglaterra, 2006).</strong> É o segundo filme (o primeiro foi <em>Sommers Town</em>) que vejo do diretor, e já dá pra ter uma idéia do tipo de coisa que ele gosta de fazer. Em <em>This is England</em> há um enredo mais desenvolvido e dá menos a impressão de improviso no roteiro que tive em <em>Sommers Town</em>. Contudo há uma trama de fundo que termina ainda mais incabada que a principal. Mas ambas, de fato, terminam sem acabar. Não é que apenas tenham ficado em aberto -  ficaram, é claro, mas é que não há arremate. São simplesmente, as duas tramas que  se interligam, histórias com começo, meio e sem um final. Mas, ainda assim, analisando o filme como um todo, é sem dúvida que merece boa nota &#8211; se eu fosse dar uma. É um bom filme, com seus defeitos um filme <em>realmente</em> bom. Cativante, mas menos que <em>Sommers Town</em>.</p>
<p><strong>Temporada de Patos (Fernando Eimbcke, México, 2004).</strong> Filme simples, despretensioso (excelente característica) e com uma bela fotografia em p&amp;b (coisa que também aprecio em certas produções recentes). No roteiro bom, mas nada de excepcional, destaque para a, de princípio, intrigante personagem Rita, que depois se mostra mais claramente, mas sem deixar de ser interessante. De resto nada em especial que chame a atenção. Possui algumas <em>boas</em> cenas, fora <em>boas</em> insinuações e ações triviais que são sempre <em>boas</em> de se ver no cinema. Mais um bom filme, principalmente se não se esperar demais dele.</p>
<p><strong>El Secreto de Sus Ojos (Juan José Campanella, Argentina, 2009).</strong> Mais um belíssimo filme do mais americano dos diretos no novo cinema argentino. Também é ele o que eu menos gosto, embora reconheça seu talento. Prestem atenção especial à sequencia do estádio de futebol, toda ela muito bem filmada &#8211; e em particular à entrada da câmera no estádio, num take de dar inveja a Antonioni e a mais que clássica cena final de <em>Professione: Reporter.</em></p>
<p>Campanella é o mais consistente diretor argentino da atualidade, tem sempre o genial Ricardo Darín em seus filmes, tem bons roteiros e os domina inteiramente, tem sensibilidade e sabe se colocar enquanto câmera. No mais, é comercial. Bom, qual é o problema disso quando se tem todo o resto?</p>
<p><strong>At Close Range (James Foley, EUA, 1986).</strong> É, sobretudo, mais uma oportunidade de se ver o nada menos que brilhante Sean Penn ao lado de Chris Penn, quase tão talentoso quanto o irmão mais velho, e de Christopher Walken, em atuações, pra dizer o menos, arrebatadoras. Entretanto são a abertura e a sequencia que a acompanha provavelmente o ponto alto do filme. Digo, o mais alto.  O filme é bom, com um clima tenso perpetuando-se por toda a película, um excelente desfecho e algumas cenas maravilhosas &#8211; além da trilha sonora mais oitentista que escuto em muito tempo. Mas o seu início é mesmo algo de raro. Ótimo filme.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/131/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=131&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>queime depois de ler, nada mais importa e confissões de schmidt</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 21:26:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Burn After Reading é o último filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, dois dos cineastas estadunidenses mais respeitados da atualidade &#8211; não à toa. Conta com um elenco extraordinário, que fica melhor ainda sob a direção desses dois, com John Malkovich, Frances McDormand &#8211; mulher de Joel e atriz genial &#8211; George Clooney e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=116&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Burn After Reading</strong> é o último filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, dois dos cineastas estadunidenses mais respeitados da atualidade &#8211; não à toa. Conta com um elenco extraordinário, que fica melhor ainda sob a direção desses dois, com John Malkovich, Frances McDormand &#8211; mulher de Joel e atriz genial &#8211; George Clooney e Brad Pitt, nos papéis principais da trama. O filme é uma comédia tão boa quanto todas as outras que a dupla já fez. Conta as histórias de um ex-funcionário do tesouro americano, recém-demitido e alcoólatra; de dois funcionários estúpidos de uma academia de ginástica &#8211; ela, uma mulher de meia idade que tudo o que quer é conseguir dinheiro pra uma série de cirurgias plásticas e arrumar um bom encontro, e ele, um idiota perfeito que pensa ter encontrado, num CD, arquivos ultra-secretos da inteligência americana; o último é o amante da mulher do alcoólatra mencionado acima. A trama segue num rítmo impecável e é permeada por cenas verdadeiramente hilárias. E como não poderia deixar de haver num filme dos irmãos Coen, há sangue em uma cena que assusta pela imprevisibilidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Was Am Ende Zählt</strong> (Nada Mais Importa) é um filme alemão dirigido por Julia von Heinz, de quem eu nunca ouvira falar. Trata das histórias de duas jovens garotas que se conhecem por acaso e têm de lidar, juntas, com uma gravidez inesperada. Uma delas pretendia estudar moda em Lyon, na França, mas após roubarem sua bagagem, quando se preparava para partir, se vê obrigada a ficar e juntar novamente todo o dinheiro de que necessita para poder ir. A outra é uma órfã, que recebe auxílio do Estado e trabalha onde a primeira acabou terminando também &#8211; na restauração de um navio atracado, que irá servir, quando pronto, como uma boate na qual ela trabalharia. Elas se conhecem lá, ficam amigas e, finalmente, descobrem a gravidez da primeira. Então, fazem uma idiotice atrás de outra e assim a trama vai se desenrolando, atravéz de situações ao mesmo tempo absurdas e previsíveis, até um final também previsível.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>About Schmidt</strong>, de Alexander Payne,  é uma típica comédia-dramalhão americana, com algumas cenas engraçadas pra quebrar o clima, mas com um roteiro fraco, que não chega a lugar nenhum. Salva-se o sempre brilhante Jack Nicholson, que não perde a mão jamais. Seu personagem poderia ser muito interessante se o filme não precisasse vender e dar retorno financeiro aos produtores. A cena final acaba com tudo que há de bom no filme, só pra fazer chorar os de coração mole&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/116/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=116&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>25 watts</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 21:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em seu primeiro longa, Juan Pablo Rebella conta um dia na vida de três jovens vivendo em Montevidéu: Leche, que divide seu tempo entre cuidar da avó catatônica, tentar melhorar o sinal da tv à cabo e decorar a conjugação do verbo “ser” em italiano – enquanto sonha com Beatrice, sua professora da língua estrangeira; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=102&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Em seu primeiro longa, Juan Pablo Rebella conta um dia na vida de três jovens vivendo em Montevidéu: Leche, que divide seu tempo entre cuidar da avó catatônica, tentar melhorar o sinal da tv à cabo e decorar a conjugação do verbo “ser” em italiano – enquanto sonha com Beatrice, sua professora da língua estrangeira; Javi, que começa a trabalhar em um carro de som, cuida de um ramster que ganhou da namorada e de um titubeante término com a própria; e Seba, que só quer alugar um filme pornô e assisti-lo.</p>
<p style="text-align:justify;">É um filme despretensioso – e que fala de gente sem grandes pretensões – filmado em p&amp;b, e em 16mm, com um som bem mal feito e que só poderia se salvar mediante um roteiro excelente nas mãos um diretor de talento. O roteiro é, se não muito mais que isso, ao menos bastante criativo. O filme tem uma proposital atmosfera de monotonia, o que pode dar a impressão oposta ao que acabei de dizer. Mas tudo faz parte de uma só intenção: transmitir a grande ausência de perspectivas, não só dos três personagens centrais, mas de todos os demais – interessantíssimos – personagens a que somos apresentados. Aliás, todos eles estão lá por um bom motivo. Digo, na película, porque um bom motivo para todos estarem lá, na capital uruguaia, vivendo suas vidas, é justamente o que Rebella tenta descobrir. E parece que ele não conseguiu&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Após este <em>25 Watts</em>, em que a vida apenas segue, ao final, já que não há mais o que fazer com ela, Rebella filmou somente mais o premiado <em>Whisky</em>, de 2004, antes de se matar com um tiro, dois anos mais tarde. O uruguaio foi derrotado pelo que tentou decifrar em seus dois filmes, e é uma pena que tenham sido só dois.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/102/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=102&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>jogos &amp; trapaças</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 19:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;If a frog had wings, he wouldn&#8217;t bump his ass so much, follow me?&#8221; &#8211; McCabe.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O segundo western de que falo neste blog é mais um, no mínimo, atípico – considerado, muitas vezes, até um anti-western, exatamente por fugir a características comuns ao estilo. Eu não o considero assim. Penso que <em>McCabe &amp; Mrs. Miller </em>é um pouco-convencional, mas belíssimo, exemplar do gênero. E, por coincidência, este também conta com uma linda trilha sonora de outro notável canadense, Leonard Cohen.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O McCabe do título é John, um mal-sucedido jogador que chega à cidade de Presbyterian Church a fim de construir um bordel. Logo levanta-se a possibilidade de ser ele o legendário pistoleiro Pudgy McCabe, famoso por ter matado Bill Roundtree. Ele não confirma, nem nega, a suspeita, mas com o rolar dos minutos somos induzidos, sem certezas, a duvidar disso. E somente a cena final vai acabar com a dúvida.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Enquanto ele constrói seu prostíbulo, vinda de Seattle, surge na cidade Constance Miller, uma espécie de meretriz de luxo, que o convence a deixá-la tomar frente na condução de seu negócio &#8211; e acaba, de fato, o fazendo prosperar. McCabe se torna o líder dos cidadãos locais, e ele e Constance, depois de muito trocar farpas, acabam, finalmente, se tornando o casal que o título dá idéia que sejam. É quando aparecem dois agentes da companhia mineradora Harrison Shaugnessy para comprar os negócios de John e poder explorar o zinco da região. Acreditando que poderia barganhar com eles, McCabe recusa duas ofertas. Os agentes se vão e a companhia rapidamente envia um matador para cuidar de liberar a área.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O western de Altman se passa no frio e nevado estado de Washignton; seu herói não é lá um moralista e não faz nenhuma questão de ser reconhecido como grande pistoleiro, ou qualquer coisa do tipo – é apenas um jogador astuto, mas nem tão astuto empreendedor, no meio de um bando de jecas; e a mocinha nada tem de indefesa. Além disso, o filme tem o clima bastante próprio das películas dele – da câmera à trilha sonora, da fotografia à montagem. É Altman pleno. O que não se enquadra nos padrões do western convencional. É mais o que se poderia chamar talvez de um western de autor, bem como o <em>Dead Man</em>, do qual eu falei algumas postagens atrás. Ambos estão adequadamente inseridos na filmografia de seus respectivos realizadores, mas completamente fora de qualquer classificação – seja como faroeste clássico, seja como spaghetti. E eu não creio que isso é o bastante para rotular este <em>McCabe &amp; Mrs. Miller</em> como um anti-western – não que seja uma classificação desonrosa, apenas não me parece correta. Todavia, contanto que se dê o merecido valor ao grande trabalho do enorme Altman, isso é o de menos. Chame-o do que quiser, mas não deixe de assisti-lo. Você não há de se arrepender.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/92/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=92&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>vício frenético</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 06:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Show me how you suck a guy&#8217;s cock&#8221; &#8211; The Lieutenant. Assisti hoje a Bad Lieutenant, de Abel Ferrara. Foi o primeiro filme dele que assisti, e devo dizer que me dá um certo medo quando tenho uma surpresa tão agradável ao conhecer um diretor. É que eu sou pessimista. Em vez de acreditar que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=76&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">&#8220;Show me how you suck a guy&#8217;s cock&#8221; &#8211; The Lieutenant.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Assisti hoje a <em>Bad Lieutenant</em>, de Abel Ferrara. Foi o primeiro filme dele que assisti, e devo dizer que me dá um certo medo quando tenho uma surpresa tão agradável ao conhecer um diretor. É que eu sou pessimista. Em vez de acreditar que deve haver outras pérolas na filmografia do cara, já vou logo achando que ele não deve ter conseguido fazer mais nada tão bom. E tão bom quanto este significa muito bom mesmo!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O filme começa e nós somos avisados que os Mets perdem por três partidas a zero, nos playoffs da liga de baseball. O tenente não crê numa virada, que seria inédita – e aqui está uma metáfora. Durante o longa, nós acompanhamos o restante da ‘melhor de sete’, e as apostas do tenente. Paralelamente, o acompanhamos a se drogar – com cocaína, crack e heroína – e tomar litros de vodka; e acompanhamos ainda o estupro de uma freira e um encontro bizarro com Jesus. Isso pra não entrar nos detalhes sórdidos, já que o próprio Ferrara não o faz – muito.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Uma comparação com <em>Taxi Driver </em>seria perfeitamente evitável, mas da mesma forma ela é possível e eu não me contenho. Há semelhança, embora o tenente aqui seja um personagem muito mais marginal do que o taxista do Scorsese. E eu não colocaria jamais a atuação de Harvey Keitel atrás da do De Niro, ambas memoráveis. Os dois em personagens urbanos, solitários e perturbados. Mas o de Harvey pegou mais pesado. O tenente é simplesmente um dos protagonistas mais depravados da história do cinema. E ainda assim bem mais crível do que o taxista. Abel Ferrara trabalha para tornar real para nós o inferno da vida do tenente. E consegue de forma brilhante. A Nova Iorque dele é plenamente real e ainda mais cruel e feia do que a de Scorsese. Mesmo a <em>escória</em> dele é mais <em>escória</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Enfim, o filme é uma bela obra-prima esquecida nos confins dos anos 90. E você deve assisti-la. Isso é tudo. Assistir é o melhor que se pode fazer com um filme como este. Não é um filme para ser muito estudado, ele é mais pra se apreciar e sentir toda a sua sujeira – e você vai, porque sujo é exatamente o que o tenente parece. E Harvey não o interpreta, ele o incorpora como raras vezes eu vi alguém fazer. É assombroso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Porém, há algo mais a se falar deste filme. Na verdade, não é exatamente sobre ele, e é mais um lamento o que tenho a fazer&#8230; Bem, estão filmando um remake de <em>Bad Lieutenant</em>. Sim, e com ninguém menos que Nicholas Cage no papel principal. Essa é uma notícia de partir o coração. Imediatamente me fez lembrar de outro remake com Cage protagonizando: o de Asas do Desejo, obra-prima de Wim Wenders. Nesse caso, pelo menos, Hollywood deu outro título à sua refilmagem, até porque o nome em alemão – <em>Der Hïmmel Uber Berlin</em> – não serviria para eles. Mas na de <em>Bad Lieutenant</em> será mantido o título. E um alemão vai dirigi-la. Será Werner Herzog, que caiu drasticamente no meu conceito. Li uma entrevista sua em que repetidas vezes ele afirma não fazer idéia de quem é Abel Ferrara – provavelmente por birra, já que este, com toda razão, disse que ele e Cage deveriam queimar no inferno. Mas se não for birra, se for verdade, então é mais lamentável ainda. Herzog devia se informar melhor sobre seu meio de trabalho. E deixar de ser arrogante.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Agora, é esperar pra ver. Mas se preparando para o pior.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/76/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=76&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>sem fim</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 23:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
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		<category><![CDATA[morte]]></category>
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		<description><![CDATA[Bez Konca é, a princípio, um filme sobre o sofrimento de uma mulher: Urszula, que perde o marido Antek, um advogado que trabalhava numa causa política, na Polônia de 1982. Em segundo lugar, é um filme de crítica social. Uma crítica velada ao comunismo distorcido da URSS, no auge da guerra fria. Quando morreu, vítima [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=59&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:10pt;">Bez Konca</span></em><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;"><span style="font-size:10pt;"> é, a princípio, um filme sobre o sofrimento de uma mulher: Urszula, que perde o marido Antek, um advogado que trabalhava numa causa política, na Polônia de 1982. Em segundo lugar, é um filme de crítica social. Uma crítica velada ao comunismo distorcido da URSS, no auge da guerra fria. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Quando morreu, vítima de um ataque cardíaco, Antek defendia um trabalhador detido sob a acusação de liderar uma greve, coisa que de fato ele havia feito. Urszula, então, indica a Joanna, mulher do líder grevista Darek, um advogado velho e conservador, conhecido de seu marido, para substituí-lo no caso. Ela se aproxima desta mulher, mas nunca além de um determinado limite. Nunca deixando que o drama de Joanna interfira no seu, ou ganhe maior proporção na sua vida, como chega a admitir numa conversa com ela. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-weight:normal;">O advogado indicado pela viúva acaba aceitando o caso e começa a tentar persuadir Darek a não seguir protestando, em troca de sua liberdade. Enquanto isso, Urszula busca se livrar da memória de seu marido, mas mesmo quando tem relação com um estranho, o faz pela semelhança das mãos deste com as do falecido. Antek morrera, mas persistia acompanhando os passos da mulher, que continuava a vê-lo e a sentir sua presença. As duas histórias – a de Urszula e a do preso político – pouco se misturam durante o filme, mas caminham sempre lado a lado, como que numa continuação da vida do advogado. E o fato é que a morte de Antek faz desmoronar os planos de Darek e a vida inteira de Urszula </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-weight:normal;"><em>Bez Konca</em> é obra de um dos grandes gênios da história do cinema. Kieslowski não tem par. Ele abusa dos seus sentidos pra alcançar o extra-sensorial em você. E em <em>Bez Konca</em> está exposto todo seu inesgotável talento. Está presente a música clássica perfeita de Zbigniew Preisner. Está presente a lindíssima fotografia, traduzindo o clima frio da Polônia oprimida pela lei marcial, a depressão da mulher após a perda do marido e os dramas de toda a nação – representados em Darek, Joanna e na impossibilidade da lei diante da ditadura. Estão presentes os escassos, mas sempre precisos, diálogos – precisos todos os sentidos: nunca sobram ou faltam, em quantidade ou em conteúdo. E ele esbanja nos movimentos e no posicionamento das câmeras. Esbanja habilidade, sensibilidade. <em>Bez Konca</em> pode não ser o melhor filme do polonês, mas é um filme espetacular. E, como todo Kieslowski, é pra ser apreciado como uma verdadeira obra-de-arte.<br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=59&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>perdas e danos</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 22:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
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		<category><![CDATA[louis malle]]></category>
		<category><![CDATA[parlamento]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Damaged people are dangerous. They know they can survive&#8221; &#8211; Anna. Dr. Stephen Fleming é bem casado e tem dois filhos. É também um membro importante do parlamento inglês, um dos homens mais respeitados do país e um nome em voga, cotado para subir ainda mais alto na escala do poder. Entretanto ele conhece Anna [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=44&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span class="entry-content">&#8220;Damaged people are dangerous. They know they can survive&#8221; &#8211; Anna.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Dr. Stephen Fleming é bem casado e tem dois filhos. É também um membro importante do parlamento inglês, um dos homens mais respeitados do país e um nome em voga, cotado para subir ainda mais alto na escala do poder. Entretanto ele conhece Anna Barton, a estonteante namorada cosmopolita de seu herdeiro varão. A atuação da francesa Juliette Binoche neste papel faz você perder o fôlego e até perdoar a infidelidade do personagem interpretado – e muito bem, como de costume – por Jeremy Irons. Sim, ele trai a mulher, com a namorada do filho. Mas você também o faria no lugar dele. Anna Barton não é o tipo de mulher com quem se esbarra em qualquer esquina; ela é do tipo que tira qualquer homem do sério, logo à primeira vista. E foi justamente o que se passou com o parlamentar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:black;">Um único olhar sobre Anna foi suficiente para que a trama inteira se desenhasse. A partir do primeiro contato fica bastante claro o caminho pelo qual os dois vão caminhar juntos ao longo da película, numa relação imprudente e perigosa, em especial para o Dr. Fleming, que tem muito mais a perder – mas acaba perdidamente obcecado. Como o próprio diz em determinada altura do longa, não consegue mais pensar em outra coisa, senão nela. E nisso se incluem as possíveis conseqüências do <em>affair</em>. O mal já estava feito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:black;">O filme de Louis Malle é mais do que um drama sobre o amor; mais do que um melodrama com fim trágico; muito mais do que do que uma história sobre quebrar barreiras por um objetivo. Nenhuma barreira é quebrada aqui, a não ser a da fidelidade ou a da confiança. <em>Damage</em> fala em desejo, obsessão. Em um desejo tão forte que não permite mesmo a tentativa de resistir. E na obsessão que, por acepção, sobrepõe-se à coerência. Fleming perde a si mesmo e Jeremy Irons te passa isso – quando seu personagem conversa com o filho na mesa de sinuca; quando faz pouco caso do sentimento do dele, num diálogo com Anna; mas principalmente quando fala à mulher, na banheira, no ponto máximo da admirável atuação. Aliás, outra interpretação que merece destaque é a de Miranda Richardson<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001669/"></a>, a mulher de Fleming, Ingrid. Já Juliette Binoche, atravessando a melhor fase de sua brilhante carreira, também se mantém no altíssimo nível que poucos atores conseguem alcançar, da sua primeira à última aparição no filme. No penúltimo filme de Louis Malle, que morreu cedo demais, em 1995.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=44&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>crimes de autor</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 04:35:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não conheço muito da filmografia de Claude Lelouch. Aliás, até ontem não conhecia nada dela. Tudo o que sabia era de sua sina: ser o renegado da Nouvelle Vague. E renegá-la. Ainda assim, levou a Palma de Ouro, em 1966, além dos Oscars de roteiro original e filme estrangeiro, no ano seguinte – mas pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=30&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Não conheço muito da filmografia de Claude Lelouch. Aliás, até ontem não conhecia nada dela. Tudo o que sabia era de sua sina: ser o renegado da Nouvelle Vague. E renegá-la. Ainda assim, levou a Palma de Ouro, em 1966, além dos Oscars de roteiro original e filme estrangeiro, no ano seguinte – mas pelo mesmo <em>Une Homme et Une Femme</em>. Tem ainda outros filmes muito exaltados pela crítica, como o musical de 1981, <em>Les Uns et Les Autres</em>, que também concorreu em Cannes e é considerados por muitos sua obra-prima. Mais um na fila do meu DVD.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Pois é, e ontem eu assisti a seu último filme,<span style="font-family:Verdana;"> </span><em>Roman de Gare</em>, de 2007. O que é possível dizer sobre ele é que não há muito o que dizer que não estrague a excelente trama construída por Lelouch. Ele nos faz crer em muitas coisas, desde a primeira tomada do filme, e em outras tantas com o passar dos minutos. É o máximo que me atrevo a avançar na história. Mas é espantoso como ele consegue tornar inteligível a trama que não segue uma seqüência sempre tão linear – sem nos fazer queimar um único neurônio. Não que fosse problema se fizesse, mas é que é gostoso o jeito como ele faz isso pelo espectador. Ele joga no nosso colo o que a gente, por costume, teima em tentar resolver. E aqui há muito o que resolver. Nesse ponto ele rompe com o suspense tradicional; o que não faz do filme um suspense pior. Muito pelo contrario, como já disse, o enredo é com certeza o que faz este filme. E o faz um bom filme.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O longa é uma produção do próprio Lelouch, que também o distribuiu por conta própria. Tinha ainda a intenção de lançá-lo com o pseudônimo de <span style="color:black;">Hervé Picard – correlacionando-se com a história do filme. Bem como, para ludibriar os críticos. No entanto, ao se inscrever em Cannes, foi obrigado a se revelar e seus planos desceram água abaixo. Mas o que importa, no fim das contas, é que após muitos anos de produções pouco significantes, enfim Lelouch voltou com algo que chamou o mínimo de atenção. Em particular a minha, que já anseio por assistir a seus clássicos – já que de novo parece que não há nada, a não ser que ele tenha finalmente conseguido filmar sob algum pseudônimo.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/30/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=30&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>o lutador (spoilers)</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 18:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[aronofsky]]></category>
		<category><![CDATA[marisa tomei]]></category>
		<category><![CDATA[mickey rourke]]></category>
		<category><![CDATA[requiem]]></category>
		<category><![CDATA[the ram]]></category>
		<category><![CDATA[wrestler]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;The only place I get hurt is out there. The world don&#8217;t give a shit about me.&#8221; &#8211; The Ram Antes de qualquer outro comentário sobre The Wrestler, é imprescindível dizer o quanto difícil é acreditar que este seja um filme do mesmo diretor do grotesco Requiem for a Dream – não obstante durante grande [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=21&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;The only place I get hurt is out there. The world don&#8217;t give a shit about me.&#8221; &#8211; The Ram</p>
<p>Antes de qualquer outro comentário sobre <em>The Wrestler</em>, é imprescindível dizer o quanto difícil é acreditar que este seja um filme do mesmo diretor do grotesco <em>Requiem for a Dream</em> – não obstante durante grande parte da película, tudo também ter estado a um passo de desandar.  Passo esse que Aronofsky, felizmente, não deu. Contar a história de um lutador, vinte anos depois de seu auge e com graves problemas de saúde e familiares, poderia complicar a vida de muito cineasta. É uma história que já foi muito contada. Já batida demais. Tem muita semelhança até com a de Rocky Balboa, distribuida ao longo dos seis filmes. Pois é, mas dessa vez Aronofsky se saiu bem. Impressionantemente bem. Ele não inventou. E me surpreendeu como ele é bom em não inventar.  Fez o feijão-com-arroz com muita classe e até deu pra ver o talento que ele  gosta de esconder por trás daquela pirotecnia bizarra. Conduzindo muito bem o roteiro mais-ou-menos ele conseguiu desviar a atenção de todos esses pequenos dramas, já mais que esgotados, para focar a luta em si; a paixão pela luta. Contando com grandes atuações – dessa vez, sim, o elenco foi bem escalado –, sobretudo do desfigurado, mas ainda brilhante, Mickey Rourke, esse filme passa muito mais credibilidade.</p>
<p>Aronofsky não se preocupou em contar o que afastou Randy “The Ram” Robinson de sua filha, e também não entrou em detalhes sobre o seu problema cardíaco. Na frustrada busca do lutador pela redenção e pela sobrevivência – que culmina na <strong>bela cena final</strong>, quando Randy opta por terminar onde se sentia melhor e mais querido, uma vez que não fazia sentido a vida fora dos ringues – o diretor foca em seu protagonista, só nele &#8211; e vai fundo, junto a um inspiradíssimo Mickey Rourke. E Aronofsky teve coragem também &#8211; para realizar seu <em>grand finale</em>, em que os problemas que todos esperavam que fossem resolvidos não são. Ou melhor, até são, mas não da maneira como se esperava. Ele deixa que o próprio lutador escolha seu destino. Daí, se torna compreensível sua opção. Aronofsky foi simples e acertou em cheio. Tomara que aprenda.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=21&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>homem morto</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 22:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Dead Man]]></category>
		<category><![CDATA[Jarmusch]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Depp]]></category>
		<category><![CDATA[western]]></category>
		<category><![CDATA[William Blake]]></category>

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		<description><![CDATA[Um western feito por Jim Jarmusch tinha que ser excêntrico – algo que, sem sombra de dúvidas, Dead Man é. Diria até, e sem medo de errar, ainda que sem conhecer profundamente o gênero, que é o mais excêntrico western já produzido. O filme acompanha a chegada do contador William Blake à demoníaca cidade de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=12&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:black;">Um western feito por Jim Jarmusch tinha que ser excêntrico – algo que, sem sombra de dúvidas, <em>Dead Man</em> é. Diria até, e sem medo de errar, ainda que sem conhecer profundamente o gênero, que é o mais excêntrico western já produzido. O filme acompanha a chegada do contador William Blake à demoníaca cidade de<span> </span>Machine, onde deveria trabalhar para o manda-chuva do pedaço John Dickinson<a href="http://www.imdb.com/character/ch0037769/"></a> – que lhe nega o cargo, pelo fato de este já estar preenchido, e Blake, um mês atrasado. Ele, então, se envolve com uma mulher que conhece na saída do <em>saloon </em>e, após ter sido baleado – e ela morta – atinge, também fatalmente, o ex-noivo da moça, Charlie Dickinson, filho de John. E, gravemente ferido, acaba aos cuidados de um nativo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:black;">O índio, de discurso e hábitos bastante peculiares, e um delicioso humor negro, se chama </span>Exaybachay, ou<span style="color:black;"> Aquele que Fala Alto Sem Dizer Nada; mas diz que prefere ser chamado de Ninguém. Ele se torna o mentor de Blake, que acredita, pela simples coincidência do nome, ser uma reencarnação do poeta. Segundo Ninguém, a língua de William Blake seria substituída pelo revólver, e agora sua poesia seria escrita com sangue.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:black;">Enquanto isso, em Machine, John Dickinson contrata os três maiores matadores das redondezas para caçarem Blake e vingarem a morte de seu filho. Mais três pra galeria de personagens exóticos de <em>Dead Man</em>: um infante negrinho, um tagarela atrapalhado e uma lenda viva do oeste. Mas, passado um tempo, cartazes de ‘procurado’ são espalhados pela cidade, e arredores, e a caçada, que só vai terminar na última cena, deixa de ser exclusiva do trio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:black;">A mencionada excentricidade do longa, e de seus personagens, é, na verdade, uma de suas qualidades – e uma característica dos filmes de Jim Jarmusch, que também escreve seus roteiros. O filme tem passagens hilárias e diálogos maravilhosos, e a forma como o diretor conduz a trama até o arremate final, ao som da sensacional trilha sonora de Neil Young – mais uma das faces da exoticidade genial deste western –, é mesmo admirável. Jim Jarmusch tem uma posição de destaque no cinema independente americano, e é fácil entender o porquê. Mesmo quando dirige em um gênero clássico, como na película em questão, consegue deixar tudo com a sua cara, sem pesar a atmosfera do filme ou deixar vestígios de qualquer clichê que aponte seu realizador. Aliás, sem lugar-comum de qualquer tipo. Ele retira o que de melhor e mais estranho pode haver em cada situação por que passam seus personagens e as vai desenrolando e guiando tudo magistralmente até o ponto preciso onde quer chegar. E nunca é a um ponto qualquer que ele chega.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/herbsmass.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/herbsmass.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/herbsmass.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/herbsmass.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/herbsmass.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/herbsmass.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/herbsmass.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/herbsmass.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/herbsmass.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/herbsmass.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/herbsmass.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/herbsmass.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/herbsmass.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/herbsmass.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=herbsmass.wordpress.com&amp;blog=6958979&amp;post=12&amp;subd=herbsmass&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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